Você não precisa de verba de anúncio para ser encontrado. Precisa de um endereço próprio na internet e de um jeito consistente de aparecer para quem já está procurando o que você faz.
A maioria dos autônomos divulga o trabalho em lugares que não pertencem a eles: um story que some em 24 horas, um grupo de WhatsApp que ninguém rola, um perfil de rede social que muda de regra toda semana.
O resultado é que, quando alguém pergunta "você tem onde eu ver seu trabalho?", a resposta vira um print, um PDF ou um "me chama no direct". Cada atrito desses derruba uma parte dos interessados.
Ter um endereço próprio — uma página que é sua, com link fixo — resolve isso. É para lá que apontam a bio do Instagram, a assinatura do e-mail, o cartão e a conversa no WhatsApp.
Antes de pensar em canal, pense na dúvida de quem vai contratar. Em geral são três: o que exatamente você faz, quanto custa e como falar com você.
Se a sua divulgação não responde essas três coisas em menos de trinta segundos, o canal não é o problema.
Rede social alcança quem está passando o tempo. Busca alcança quem está com o problema na mão agora.
Alguém que digita "eletricista em Belo Horizonte" tem intenção de contratar hoje. Esse tipo de visita converte muito mais do que qualquer curtida — e não depende de você postar todo dia.
Para aparecer nessas buscas, você precisa de uma página indexável, com o nome do serviço e da cidade no texto. Perfil de rede social raramente cumpre esse papel.
Divulgação funciona por acúmulo. Cada avaliação, cada foto de trabalho, cada menção soma no mesmo lugar — se houver um lugar.
Quando a divulgação está espalhada em stories e conversas, nada acumula. Você recomeça toda semana, e a sensação de "não adianta" é consequência da estrutura, não do esforço.